25/05/10

Coerência

Indago-me tantas vezes sobre a essência deste conceito, e facilmente discorre a definição elementar de que será a consonância entre o que se pensa e diz, e o que se faz e pratica, conferindo consistência real a grandes almas, como se se tratasse de uma unidade interior, não contraditória, orientada numa certa lógica de códigos e condutas...não fragmentada, não parcelar (poder-se-á ser coerente numas coisas e noutras não? Poder-se-á defender uns valores e, em oposição, macular outros? Fazer bem a uns e mal a outros?).
A coerência pressupõe a coesão entre as palavras que se reverberam com convicção, e os actos que as consubstanciam, num processo ético, optativo e voluntário... É certo que não somos rígidos, que nos multiplicamos em pensamentos e nos estendemos em cogitações que suscitam dúvidas, mas, acima de tudo, somos, temos de ser, Homens inteiros!...

... "com a responsabilidade, acrescida, de sermos (ou tentarmos ser) melhores",
"sem pão, mas com razão".

3 comentários:

poesianopopular disse...

HOMENS INTEIROS!
É isso mesmo, que vai rareando!
Abraço

Armando Sena disse...

Gosto mais da diversidade do que da unidade. Sou um dissidente neste blogue.

smvasconcelos disse...

Poesianopopular: isto de se ser fragmentado e volátil, parece-me inviável, quando se quer promover um mundo melhor...
Bem-vindo! :))
beijos,

Armando: podes ser diverso e mesmo assim coerente. Acho bem que demarques a tua opinião.:)
beijo