22/03/11

ASCO

Agora, não se chama Saddam, não é o Iraque onde, a pretexto de armas de destruição massiva que nunca existiram, já assassinaram um milhão de pessoas. Pessoas? Talvez não. Umas coisas sujas que por lá andam. Eram os tempos do facínora de bigode, o diabo que antes era um grande amigo do tio Sam e dos seus lacaios da Europa falida. Enforcaram-no, num julgamento justo e digno (!), como sempre são os do mundo "civilizado". Quem enforcará o assassino Bush, o assassino Obama, o assassino Sarkozy e a respectiva corja? Agora, o novo quintal dá pelo nome de Líbia e chama-se Kadafi o novo facínora. Talvez o seja, talvez sempre o tenha sido. Mas era amigo dos que agora o odeiam, demasiado extravagante, é certo, mas com direito a negociar e a montar tenda de luxo nas cimeiras da hipocrisia. Cinismo, asco, como ontem dizia o Comandante Chávez, na Telesur. O "Império da Loucura", segundo Chávez, é o mesmo que ao longo da história matou, chacinou, saqueou e devastou a África e a América Latina. Com a Bíblia numa mão e uma espada na outra. O "Império da Loucura" nunca dorme. Sempre que é preciso, prepara o cenário. É preciso dinamizar o mercado da guerra, testar armas, aviões, radares, bombas. Preparado o terreno, com a omnipresente CIA a mexer os cordelinhos da intriga e da sabotagem em todas as regiões do Globo, divulga a sua propaganda, encena a sua mentira. Arrebanha jornalistas sem honra, sem ética, esses que não têm uma gota de humanidade nas suas veias, esses para quem a única verdade é a que os patrões lhes ditam. O filme volta ser rodado. O espectáculo continua. O planeta inteiro é o seu pátio das traseiras. O seu reino será um planeta de cinzas, mas que importa, a culpa é da Natureza. De vitória em vitória, até à derrota universal. Há pouco tempo, no Afeganistão, as forças do "Bem", with god on their side, mataram nove crianças que num bosque apanhavam lenha. Por engano, I am sorry, disseram os assassinos do Pentágono e os seus acólitos. Para eles, para o "Império da Loucura", que interessam nove crianças ranhosas e mal vestidas? Não, não se trata de crime, não são os direitos humanos que estão em causa, sempre que o seu alvo é a soberania dos povos menores, aqueles que não não têm direito à sua religião, aos seus costumes, à sua cultura, mas têm invejáveis e cobiçadas matérias-primas. Quando a ganância é o estandarte supremo, não há morte, nada disso: são danos colaterais. Azares. E depois posam, todos sorridentes, para a fotografia e para as televisões que controlam. Quase todas. É como se fossem para uma grande festa. De mãos dadas, de peito inchado, manequins do terror, vestidos de Armani e companhia. Para a sua orgia de metralha e bombas. Outrora, era ouro, prata, pedras preciosas, tudo o que servisse para se tornarem grandes potências. Hoje chama-se, simplesmente, PETRÓLEO. O ouro do século XXI. O resto é poeira para os olhos, conversa para a rapaziada se entreter e para os politólogos (!) sacarem mais umas massas.

É isso, Chávez: asco, asco.

José Agostinho Baptista

5 comentários:

trepadeira disse...

Parece que o mundo ficou na mão de experiências de laboratório,mal sucedidas,para reproduzir o adolfo.
Não quero líderes,no poper.quero um povo culto e esclarecido.
Um abraço,
mário

O Puma disse...

Tão amigos que eram

e ainda podem ser

Porca miséria

Anónimo disse...

É uma vergonha...
Em Évora existe um call-center que explora os jovens alentejanos, com contratos precários... há muitos anos... usando-se o sistema de rescindir com uma empresa e fazer contrato com outra.
Trabalhamos com todos os sistemas informáticos do grupo caixa seguros, Império Bonança, Fidelidade Mundial e Multicare, mas não temos o direito a receber um preço mais justo pelo nosso trabalho, tal como os funcionários das Companhias?
Quando contactamos os clientes das Companhias é como se fossemos funcionários destas Companhias, mas para recebermos ordenado já não nos identificamos como tal.
Limitamo-nos a receber entre € 400,00 a € 500,00 e somos tratados como máquinas, pior ainda… pois quando os computadores não funcionam, não existe remédio… quando estamos a precisar de ir à casa de banho, já temos tempos estipulados e a correr depressa.
O Call-center já funciona há muitos anos, muitas empresas passaram muitos “escravos” ficaram…
Agora que mudaram a gestão do Call Center, para uma empresa de escravatura dos tempos modernos, denominada Redware, do grupo Reditus, decidiram inaugurar… vejam lá… inaugurar o Call Center, que devia-se chamar Senzala.
Este grande acontecimento vai acontecer amanhã, dia 25 de Março, e vai ter direito à visita do Secretário de estado para a inovação Carlos Zorrinho, do Presidente da Câmara de Évora José Ernesto Ildefonso Leão de Oliveira, do Presidente da Caixa Geral de Depósitos Fernando Faria de Oliveira, do Presidente das Companhias de Seguros do Grupo Caixa Seguros Jorge Magalhães Correia e as suas comitivas.
E pergunto-me vão inaugurar o quê, mais uma fase da exploração de pessoas, que têm que se sujeitar às condições destes empregos porque não existe mais nada?
Mas não somos pessoas?
Não devíamos ter direito a usufruir de condições mais justas pelo nosso trabalho, para termos direito a viver?
Até quando é que o nosso Pai, a nossa Mãe, o nosso Tio, a nossa Tia,… poderão ajudar-nos?
Mas depois é ver a publicidade destas empresas, em que parecem todos bons rapazes e muito solidários, eis um exemplo http://www.gentecomideias.com.pt/gentecomideias/Pages/MensagemdoPresidente.aspx
Sr. Presidente da Câmara, tenha vergonha em pactuar com esta forma de escravatura… ponha a mão na sua consciência, isto se ainda a tiver…

Fernando Samuel disse...

Bom texto.

Um beijo amigo.

svasconcelos disse...

Mário: se o fossemos o mundo seria, indubitavelmente, outro!
beijo,

Puma:a amizade destes crápulas oscila com a estrtégia dos interesses, neste caso de nome petróleo.
beijo,

Anónimo: não tenho o hábito de publicar textos sob anonimato,a clareza e assumpção das exposição é que lhe conferem a real força e credibilidade. Mas entendi fazê-lo para denunciar, não só a sua indignação e protesto, mas também o medo que paira na sociedade em dar-se o nome e a cara pelas causas que nos tocam a todos.
Força para si e para os seus colegas. Para todos nós, aliás, que as lutas replicam-se em todos os cantos...
bem-vindo/a.

Fernando Samuel: também achei , tanto que pediao autor, de imediato, apra o publicar aqui. Um beijo,