21/06/11

Regresso



... de regresso ocorreu-me este poema, não o lia há muito, muito mesmo:
Regresso



Regresso às fragas de onde me roubaram.

Ah! minha serra, minha dura infância!

Como os rijos carvalhos me acenaram,

Mal eu surgi, cansado, da distância!



Cantava cada fonte à sua porta:

O poeta voltou!

Atrás ia ficando a terra morta

Dos versos que o desterro esfarelou.



Depois o céu abriu-se num sorriso,

E eu deitei-me no colo dos penedos

A contar aventuras e segredos

Aos deuses do meu velho paraíso.

5 comentários:

Fábio Paulos disse...

um belo poema

Armando Sena disse...

Muito bem-vinda. Gosto mais desta Sílvia virada para a poesia.
bjs

trepadeira disse...

Já tinha saudades.

Um abraço,
mário

Fernando Samuel disse...

Ainda bem que regressaste: porque regressaste e porque trouxeste, no regresso, este belo poema.

Um beijo.

svasconcelos disse...

Fábio: concordo contigo.Bem-vindo.:)

Armando: Obrigada.:)
Mas... os amigos gostam-se no seu todo ... beijo,

Mário: e eu também.:)) beijo,

Fernando Samuel: Ando a divagar pelo Torga e só encontro pérolas, claro...:) Obrigada. Um beijo,